A vergonha de se fazer terapia

Mesmo com a popularização da saúde mental, ainda existem obstáculos silenciosos que afastam muitas pessoas da terapia. Um deles é o sentimento de vergonha que algumas pessoas sentem, por se sentirem mal ao fantasiar que deveriam dar conta de tudo sozinho, de todos seus problemas. Essa vergonha nasce de uma crença muito difundida: a deContinuarContinuar lendo “A vergonha de se fazer terapia”

Sobre amor e limites num relacionamento.

Em muitos relacionamentos, há uma confusão entre amor e a ausência de limites. Muitas pessoas acreditam que, para amar alguém de verdade, é preciso abrir mão de qualquer reserva, de qualquer limite. Esse pensamento, enraizado em uma ideia romântica de que o parceiro é nossa “cara metade”, leva à ideia equivocada de que um casal deve funcionar como uma única unidade, uma fusão total de identidades. No entanto, essa ideia ignora uma realidade essencial: em qualquer relacionamento saudável, existem duas pessoas distintas, e sem limites claros, não há como preservar a individualidade e, consequentemente, a própria relação.

Coringa: Delírio a dois: reflexões sobre saúde mental e relacionamentos.

Uma resenha do filme sobre saúde mental, relacionamentos tóxicos e traumas. O filme “Coringa: Delírio a Dois” explora um tema delicado e fascinante: a Folie à deux, uma síndrome psicótica na qual delírios são compartilhados por duas ou mais pessoas. O termo, cunhado no século XIX pelos psiquiatras Charles Lasègue e Jules Falret, descreve umaContinuarContinuar lendo “Coringa: Delírio a dois: reflexões sobre saúde mental e relacionamentos.”

5 Livros essenciais que indico a meus clientes

O caminho para uma vida mais equilibrada passa pela forma como compreendemos a nós mesmos e aos outros. A leitura é uma aliada poderosa nessa jornada, ajudando a ampliar nossa percepção de temas como amor, traumas, nosso corpo, a vida em si e a morte. Para quem busca mergulhar em autoconhecimento, ou simplesmente ter umaContinuarContinuar lendo “5 Livros essenciais que indico a meus clientes”

Seu amor próprio é mesmo seu?

Talvez o que você chame de amor próprio não seja exatamente “seu”. O que isso quer dizer? O que chamamos de amor-próprio ou autoestima não é algo que você cria sozinho. Não é algo que se nasce com ou sem, ou que é tarefa unicamente sua desenvolver. Algo que se você não tem, é culpaContinuarContinuar lendo “Seu amor próprio é mesmo seu?”

Casais em Quarentena

Rodou o mundo as notícias de que em algumas cidades que passaram por quarentena severa, houve um aumento do número de divórcios dias após o término do período de contenção de movimentação social. Há, inclusive, toda a sorte de piadas e memes referenciando o casamento com o período de confinamento forçado. O prognóstico? Casais não estavam tão acostumados a passar tanto tempo juntos em espaço confinado, e as brigas aumentaram muito. Casais novos tenderiam a brigar por causas pequenas, e não estavam ainda acostumados a lidar com o outro, por exemplo. Há relatos inclusive do aumento de violência doméstica, matéria para um segundo artigo. Quais seriam as causas?

Gatilhos Emocionais e nosso passado

Gatilhos emocionais são eventos em que algo que nos acontece tem um impacto suficiente para gerar uma intensa resposta emocional – seja uma reação de raiva mais intensa, pânico, que pode nos “travar” ou uma tristeza profunda. O mais importante sobre os gatilhos é que em geral não são eles a maior fonte do problema (embora sejam estressantes) mas sim a forma como reagimos a eles. E esta reação está ancorada em momentos do passado, onde de alguma forma passamos por uma situação parecida, mas ainda não tínhamos os recursos psicológicos para lidar com a situação, por exemplo, quando éramos crianças. Isso nos faz reagir de uma forma que parece instintiva mas que na verdade foi aprendida em uma época onde os nossos recursos e ferramentas não conseguiam lidar com a situação.

As cinco liberdades de Virgina Satir

É no poder da congruência que se baseia o crescimento mútuo numa relação, quando apesar das dores e vivências passadas – ou por conta delas, de fato – passamos a unir forças para que seja possível um crescer compartilhado, quando eu dou espaço para que minha vida seja contemplada em sua plenitude, e reconheço esta mesma possibilidade de abertura no meu parceiro. É necessário um grau de liberdade e autonomia para isto, que deve ser aprendido e retomado. Virginia Satir, em seu livro Contato com o tato, afirma que o verdadeiro poder está na congruência e no que ela chama de 5 liberdades, que eu aqui resumo em cinco palavras-conceito: Aceitação, Sentimento, Expressão, Vontade e Movimento. Essas palavras definem campos onde estas 5 liberdades são possíveis, mas que devem ser conquistadas. E não digo conquista no sentido de batalha, de conflito – embora nem sempre seja fácil – mas no sentido de clamarmos por um direito que nos foi suprimido, de nos movermos em direção a algo que já é nosso. E esta supressão pode ser fruto de nossa história, de nossos traumas e da forma como nos desenvolvemos. Mas são liberdades necessárias para se entrar num espaço de crescimento e conexão.

Crescer num relacionamento

comum que as pessoas entrem num relacionamento afetivo em busca de algo que as complete. Dentro dessa perspectiva infantil, buscam alguém que possa nutrir suas faltas e suas necessidades. Buscam, em última instância, um pai, ou uma mãe.

Assim, ao invés de estar num relacionamento para crescer de forma adulta e saudável, buscam um relacionamento para manter o seu status atual. Preferem continuar pequenos, esperando que alguém providencie o que lhe falta ou lhe faltou antes. Isso pode ser um afeto, um cuidado, um olhar. É um movimento de olhar o outro como um provedor. Ele que vai me dar um casamento, ela que vai me dar amor, e por aí vai.

O equilíbrio entre dar e receber num relacionamento

Todo relacionamento é baseado num equilíbrio entre as partes, e parte desse equilíbrio é gerado pela dinâmica do “dar e receber”, conceito disseminado por Bert Hellinger em seu trabalho com Constelações Familiares.
Esta dinâmica, aparentemente simples, esconde um equilíbrio delicado. Eu devo oferecer ao outro o que eu posso dar, e o outro, na mesma medida, deve tomar o que consegue de mim, e me oferecer algo em troca que também esteja dentro das suas possibilidades. Desta forma não se fica uma “dívida” pelo que foi recebido, e eu retomo a minha autonomia e liberdade com dignidade.