Sabe aquele momento em que a raiva ou o medo dominam e você age de forma impulsiva, para logo depois vir o arrependimento por algo que disse ou fez? Esse é um fenômeno comum, mas que pode ser transformado com prática e consciência. Uma das habilidades mais transformadoras que trabalho com clientes é a capacidadeContinuarContinuar lendo “Entre ação e emoção”
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A vergonha de se fazer terapia
Mesmo com a popularização da saúde mental, ainda existem obstáculos silenciosos que afastam muitas pessoas da terapia. Um deles é o sentimento de vergonha que algumas pessoas sentem, por se sentirem mal ao fantasiar que deveriam dar conta de tudo sozinho, de todos seus problemas. Essa vergonha nasce de uma crença muito difundida: a deContinuarContinuar lendo “A vergonha de se fazer terapia”
Condenados a viver até morrer
Faz algumas semanas que o tema morte vem me visitar e ronda meus pensamentos. Mas antes de achar soturno ou mesmo se preocupar com tendências sombrias, deixe te tranquilizar: estou vivinho; e gosto muito de viver. Esse tema presente não é literal mas simbólico, uma sensação que habita nosso interior psíquico, a tal pulsão inconscienteContinuarContinuar lendo “Condenados a viver até morrer”
Sobre amor e limites num relacionamento.
Em muitos relacionamentos, há uma confusão entre amor e a ausência de limites. Muitas pessoas acreditam que, para amar alguém de verdade, é preciso abrir mão de qualquer reserva, de qualquer limite. Esse pensamento, enraizado em uma ideia romântica de que o parceiro é nossa “cara metade”, leva à ideia equivocada de que um casal deve funcionar como uma única unidade, uma fusão total de identidades. No entanto, essa ideia ignora uma realidade essencial: em qualquer relacionamento saudável, existem duas pessoas distintas, e sem limites claros, não há como preservar a individualidade e, consequentemente, a própria relação.
Coringa: Delírio a dois: reflexões sobre saúde mental e relacionamentos.
Uma resenha do filme sobre saúde mental, relacionamentos tóxicos e traumas. O filme “Coringa: Delírio a Dois” explora um tema delicado e fascinante: a Folie à deux, uma síndrome psicótica na qual delírios são compartilhados por duas ou mais pessoas. O termo, cunhado no século XIX pelos psiquiatras Charles Lasègue e Jules Falret, descreve umaContinuarContinuar lendo “Coringa: Delírio a dois: reflexões sobre saúde mental e relacionamentos.”
Você não é quem pensa que é: como traumas distorcem sua autoimagem
Descubra como experiências passadas influenciam a forma como você se vê e como ajustar essa visão pode transformar sua vida. Recentemente, durante uma sessão, uma cliente me contou como sua autoimagem era extremamente negativa. Seus traumas de desenvolvimento e a forma como sua família falava dela tinham moldado essa percepção. Isso me fez lembrar deContinuarContinuar lendo “Você não é quem pensa que é: como traumas distorcem sua autoimagem”
Porque nos traumatizamos?
Já parou pra pensar porque algumas pessoas ficam traumatizadas, e outras não? O Dr. Peter Levine, que criou uma técnica para lidar com pessoas que haviam passado por situações traumáticas resolveu tentar responder essa pergunta. ⠀
Gatilhos Emocionais e nosso passado
Gatilhos emocionais são eventos em que algo que nos acontece tem um impacto suficiente para gerar uma intensa resposta emocional – seja uma reação de raiva mais intensa, pânico, que pode nos “travar” ou uma tristeza profunda. O mais importante sobre os gatilhos é que em geral não são eles a maior fonte do problema (embora sejam estressantes) mas sim a forma como reagimos a eles. E esta reação está ancorada em momentos do passado, onde de alguma forma passamos por uma situação parecida, mas ainda não tínhamos os recursos psicológicos para lidar com a situação, por exemplo, quando éramos crianças. Isso nos faz reagir de uma forma que parece instintiva mas que na verdade foi aprendida em uma época onde os nossos recursos e ferramentas não conseguiam lidar com a situação.
O silêncio da saúde
A comunicação de nosso corpo é bem mais enfática quando adoecemos. Os sinais de dor e desconforto são mais perceptíveis e falam mais alto a nossa consciência. No entanto, quando estamos com saúde, muitas vezes temos dificuldade de descrever esta sensação de bem-estar