Ao deixar nossa felicidade na mão do outro numa relação, abrimos mão de duas coisas: a responsabilidade por nosso destino e a liberdade para seguí-lo. Como diz Joan Garriga, também damos ao outro uma tarefa que não é dele, transformando a nossa felicidade num fardo a se carregar.


Essa projeção pode levar a uma felicidade ilusória, quando o outro tenta suprir nossas carências. Mas o final desse filme não é feliz e acontece quando o outro nos frustra ao não atingir nossas expectativas e sonhos enquanto tenta resolver nossas dores emocionais. Assim sobrecarregamos o outro com problemas que não são dele, nem cabem a ele resolver. Se o outro entra neste teatro, busca se adequar a papel que é uma visão idealizada, irreal, do que ele pode e deve fazer. Falta nesta peça a liberdade de agir por conta própria e a auto responsabilidade que vem junta.

Um relacionamento saudável vai sempre na direção de entender que as questões que me movem em direção à felicidade não cabem ao outro, e sim a mim resolver. Ao outro cabe o papel, muito desejado e bem vindo, de me acompanhar e dar suporte nesta empreitada, mas de forma que ele também tenha liberdade para buscar a sua felicidade. É um caminhar juntos, e não um caminhar dele em minha direção, ou de mim na direção dele. Essa felicidade e este caminhar podem envolver planos e projetos conjuntos, desde que cada um saiba bem e assuma a sua corresponsabilidade para que estes projetos sejam comuns, e não a imposição ou realização do sonho de apenas um sobre o outro.

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